Ensaio
Bom, não vou começar esse post com uma retrospectiva desde o último, afinal são vários muitos mega meses e muita coisa aconteceu, a coisa ia terminar ficando mega entendiante.
Eu cheguei (e desta vez falo seríssimo) a pensar em fechar o blog porque achei que não conseguiria escrever never more por pura fartura: ¿farta¿ de tempo, ¿farta¿ de saco, ¿farta¿ de criatividade, mas garanto que não foi por ¿farta¿ de assunto. Fato que eu tive sem tempo mesmo, nada como dois empregos, uma filha, uma faculdade, um casamento para ser viabilizado, um noivo, uma semi ¿Nada Mole Vida¿ para deixar uma pessoa que já é ligada no 220 V completamente em curto circuito. Nesses meses ensaiei escrever vários posts, mas como sou semi exigente comigo mesma, escrevia duas linhas e depois meus neurônios faziam um motim e me colocavam no tronco por falta de boas linhas. Criei algumas cicatrizes deste jeito, e nos últimos tempos, sempre que olhava para o tronco instalado ao lado do meu computador, desistia de escrever por puro medo das chicotadas.
Hoje pensando ¿Putz, mas eu praticamente não tenho neurônios¿, cortei o tronco fora, demiti metade dos poucos neurônios e resolvi que ia voltar. Afinal, neste blog estão contidos vários dos melhores momentos da minha vida, ele não pode ser assim, deixado de lado já saindo, indo embora, LOUCO POR VOCÊ como se fosse O Caderno cantado por Toquinho.
É claro que uma parte do meu sumiço foi por vergonha, vergonha de tanta promessa de voltas que não foram cumpridas, de toda vez aparecer e berrar um VOLTEI purpurinado e depois deixar apenas o glitter brilhando na página e desaparecer até o brilho acabar, só para berrar outro VOLTEI cantando I Will Survive para depois deixar só o refrão da música ecoando pelas paredes vazias de um blog decadente. Mas, lembrei que sou uma pessoa sem vergonha na cara, então porque sentir vergonha? Néam?
Então vamos parar com essa ladainha e ir logo para o que interessa.
Detalhes tão pequenos de nós dois
[voz do Linha Direta] Janeiro de 2006 [/voz do Linha Direta]
A Barata foi lindamente pedida em casamento em blá blá blá na frente da família inteira com direito à uma aliança de cigano digna de ¿enxalá, eu quero ouro, muito ouro¿;
[voz do Linha Direta] Janeiro de 2007 [/voz do Linha Direta]
Depois de um ano de noivado e quase uma escoliose adquirida com o peso da aliança, além do medo de andar na areia fofa da praia e ficar atolada, estava eu, lindamente sentada no sofá de minha graciosa residência lixando minhas lindas unhas e fazendo um esforço enorme para levantar o anelar possuidor do tal anel quando, de forma peculiarmente doce, meu digníssimo Homem dos Olhos Cor de Gasolina manda o ultimato: ¿Nêga, PRECISAMOS decidir a data do casamento HOJE, esse casamento TEM que sair até janeiro de 2008.¿, nas entrelinhas ecoava: ¿Senão minha amiga, junto meus panos de bunda e me mando de volta para o Rio.¿. Diante das entrelinhas eu quase que viro papa e escorro para debaixo do sofá. Ok, marquemos.
Então, dia 05 de janeiro de 2008 a Dona Baratinha vai finalmente se casar com o pseudo Dom Ratão. Limamos a feijoada por medo dele cair na panela e eu ficar viúva muito rápido. Nada de casamento com véu e grinalda, eu quero estar usando um vestido super decotado e mega surpreendente e com um salto bárbaro, e ele vai estar provavelmente de papete e bermuda (porque ele sou eu do avesso). Proporcionaremos uma farra sem precedentes da história da Veneza Brasileira (que fede igual à Veneza Italiana) porque é muito mais a nossa cara do que aquelas festinhas caretas com fila de cumprimentos. Não teremos noivos no bolo, provavelmente colocaremos Mini em cima do Bolo segurando um arco e uma flecha (não um boneco dela, mas a própria). Na hora que a cerveja acabar passaremos o chapéu para que os convidados banquem o resto da festa, afinal, dinheiro que é bom ¿farta¿. Eu estou que nem uma louca sendo auxiliada pela magnânima Tia Xabi para conseguir transformar esse mega evento em realidade. Ela quer porque quer fazer um chá de lingerie para mim, ele adorou a idéia, eu to com medo de comermos lingerie nos primeiros meses de casamento (amor, hoje temos ensopado de calcinha com renda). O cardápio ainda não foi decidido, mas como já falei acima NADA de feijoada. Ela quer fazer um chá de panela também, ele quer fazer uma despedida de solteiro, eu quero estar na despedida de solteiro dele. Eu quero algo regional, ela quer flores em cima das mesas, por ele um cacto em cada mesa tava valendo (não é regional pô, coloca uma palma). Ele perguntou o que é um cerimonial, ela acha cerimonial caro, eu digo NADA DE CERIMONIAL. Enfim, está aberta a contagem regressiva. Pena que não dá para deixar um convite aberto à todos porque como eu disse acima, não temos grana para bancar uma festa a lá Vanessa Camargo. Mas que dia 05 esse casamento sai...aaaahhh sai.
Beijos e Lambidas da Barata pré nupcial.