Domingo, Abril 23, 2006


O Dia em que a Barata vôou
(para ler cantarolando como em "O Dia em Que a Terra Parou" do Raul

Okei, que eu sou uma pessoa pedestre todos sabem, que eu trabalho que só um Isaura olhando o tronco e esperando tomar a surra com um bacalhau, isso todo mundo também já sabe e que eu vou sempre para um trabalho muito muito distante da minha casa, também não é segredo para ninguém e lógico que, para transpor (olha só que palavra chique, depois de tanto ouvir falar em transposição do véio Chico adotei a palavra para mim) tal distância só apelando para aquele velho Mercedão com motorista onde de bom grado deixo que outros transeuntes (hoje eu li o dicionário, só pode) peguem uma carona. Eu sou realmente uma alma caridosa....(risadinhas abafadas)

Acontece que dia desses (leia-se: uma semana antes do carnaval), lá vou eu pegar meu Mercedão e vejo que o motorista mudou. Eu estava 10 minutos atrasada e isso significa um grande atraso no final da viagem, e, o bus tava lotadão. Como eu sou uma alma caridosa, não exigi que ninguém se levantasse e fui em pé, segurando no p*** que pariu do ônibus com uma mão e uma tuia de livros na outra e com meu belíssimo nariz embaixo de um enooorme suvaco de uma enoooorme senhora que estava ao meu lado (que depois de um tempo pude constatar que havia sido lambuzado por horas com Leite de Rosas - menos mal).

Acontece² que o motorista novo JURAVA que era o falecido Ayrtonn (ou isso, ou ele estava usando botas que pesavam 200kg) e resolveu que andar correndo, melhor, voando era muito interessante. Para uma pessoa apressada como eu aquilo vinha bem à calhar, até a hora em que ele quase bate em outro Mercedes que estava parado em uma parada em frente à um Hospital (bem a calhar parte dois - iamos descer direto do bus para a emergência). Dei uma olhada nas pessoas que pegavam carona comigo e a cara de tensão de todos era óbvia, a senhora enoooorme que estava ao meu lado começou a transpirar e eu comecei a me preocupar com medo do Leite de Rosas terminar pingando no meu nariz, a mocinha que estava ao meu lado (praticamente sentada no colo do cobrador de tão lotado qeu estava o bus) soltou um: "Motô, vai com calma que eu quero chegar na escola inteira." o cobrador partiu em solidariedade ao amigo (ou caso, sei lá, hoje em dia tudo é possível): "Se ele não nos levar para lá (apontando para frente) pode ser que leve para lá (apontando para cima)"...nada mais surreal.

Acontece³ que o "motô" desceu um viaduto voando e entrou numa curva fechada voando mais ainda (acho que ele esqueceu que o falecido TANTANTAN morreu EXATAMENTE em uma curva), senti um impacto e comecei a flutuar.....meio sem noção do que estava acontecendo: (os fatos a seguir aconteceram em segundos, mas parece que levaram décadas)

1. O motô subiu com a roda da frente em um gelo baiano quando entrou na curva, isso fez com que as duas rodas do bus saíssem do chão e este começasse a fazer a curva só em duas rodas.
2. Logo depois as duas rodas que estavam no ar bateram no chão, nesse exato momento eu LEVITEI....mas aí elas bateram no chão e o motô bateu no bus da frente (aí meu momento de levitação terminou)
3. Senti que, no impacto, se eu continuasse segurando no p*** que pariu meu ombro ia deslocar, aí eu soltei e obviamente eu caí (juro que preferia continuar levitando)

Daí por diante eu meio que não me lembro direito das coisas, só ouvia gritos e sentia que não conseguia me mexer. Mal sabia eu que eu tinha virado artefato arqueológico e que seria descoberta assim que três rapazes que estavam ajudando as pessoas dentro do ônibus me desenterrassem debaixo da senhora enooooorme que tinha caído por cima de mim. Eu fui literalmente achada. Só sei que eu voei, bati no chão, quiquei e fui esmagada pela senhora logo em seguida, aí fui encontrada durante a remoção da pedra - vulgo senhora enoooorme - que me guardava. Eu deveria estar toda torta, porqeu para me levantarem foi algo bem difícil, saí do ônibus atordoada e preocupada - pasmem - porque ia chegar atrasada ao trabalho (eu mereço um troféu profissional padrão do ano por isso). Aí começou a se formar uma comissão de "vamos malhar o motô" e eu só queria era sair dali, o primeiro bus que passou rumo ao meu trabalho eu peguei, ainda com adrenalina por todo o corpo e com a marca da bunda da enoooooorme senhora no meu quadril. Só sei que só comecei a sentir as dores no meio do caminho, quando o corpo começou a esfriar e a mente começou a pensar (acho que é por isso que quem só faz malhar não tem nada na cabeça, o corpo fica quente e o cérebro que é bom nada borboleta dentro da caixa craniana), cheguei no trabalho amparada pelo vigia da escola vizinha, fui socorrida pelo diretor da minha e voltei o caminho inteiro para um hospital que fica na frente daquele que o bus quase bate. Saldo: um ombro luxado (não sei se é assim qeu se escreve), algumas escoriações...a lembrança eterna da senhora enorme e do fato de ter voado...pena que essa parte durou tão pouco....e o pânico de talvez não pular um carnaval. Lógico que eu já estava inventando várias decorações para a minha tipóia .... HAHAH....vocês realmente acham que eu não iria brincar meu carnaval? Nem mooooooooorta....

Mas é isso...é assim qeu se faz uma Barata Terrestre voar...mesmo que por 5 segundos.

Beijos e Lambidas

PS- O título deste post também poderia ser: Como fazer 3 minutos de absoluto desespero virarem piada em 3 segundos.



Baratinado pela BaRaTiNha em: 1:44 AM




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Sábado, Abril 08, 2006


Porque eu sou fresca SIM

Todo mundo enche o saco de mulher por causa de barata, homem vive dizendo que temos que aprender a matar. Não mato minhas amigas nem morta, só de pensar no corpo estendido no chão depois sinto náuseas. Não é nada agradável você ver um ser com as tripas de fora, especialmente quando a coloração destas lembram muito com pus (eca).

Aí claro tem aquele escândalo básico que fazemos quando uma mariposa voa em nossa direção e antes que você veja que é uma simples mariposa, já confunde com uma voadora e é berro para todo lado, correria, e aí vem um sujeito com cara de windows travado (pãm) dizer: "É só uma mariposa, sua besta"...e você fica com aquela cara de paisagem fingindo que o escândalo foi apenas um surto psicótico porque você esqueceu de tomar seu remédio tarja preta de manhã. Uma lástima.

Pois bem, eu decidi que não faria mais escândalo com baratas, nem com mariposas, nem com nada. Resolvi que se eu cruzar com uma barata na rua eu travo todos os músculos do corpo e espero ver para onde ela vai, se vier para cima de mim vou pinotando qeu nem o Bambi para todo lado mas não solto um pio, e no caso das mariposas eu espero a bicha parar e só faço um escândalo se me provarem o contrário. Resultado, depois de um dia MEGA estressante, com trabalho até o "fofete" fazer bico e duas provas cansativas na faculdade, chega o que restou de mim em casa. Abro a porta como faço todos os dias, entro e quando olho para frente vejo um algo voando em minha direção. Dou um pulo para trás e a danada vem para cima de mim, toca no meu braço, eu dou outro pulo, e ela pousa na parede que estava 5 cm na frente do meu nariz. Eis que dou de cara com a MAIOR BARATA VOADORA QUE JÁ VI NA VIDA!!! Esta só poderia ter vindo voando de Itu diretamente para meu apartamento, é lógico que a partir da constatação, fiz um escândalo dos diabos seguido de uma dança do acasalamento de tanto nojo por aquele ser ter tocado no meu braço, peguei minha havaiana branca com toda a leveza de meu ser, e taquei na dita cuja (sim, taquei, eu não sou doida de chegar lá perto e ela me atacar voando)....a havaiana bate na dita cuja que vai parar em cima da mesa da sala e SOME!!! Sim caros colegas, a bicha tomou chá de sumiço, pó de pirlimpimpim ou algo do gênero, ela simplesmente DESAPARECEU, assim pluft no ar...ainda procurei pelos arredores e não vi nem uma anteninha, nada....e eu passei o resto da noite toda desconfiada, olhando para os lados com medo de um novo rasante.

O que eu aprendi com isso??? Eu JURO que, de hoje e diante, pode vir o DUMBO voando em minha direção que eu farei o mesmo escândalo que fazia quando achava que mariposa era barata....ele pode vir batendo orelhas e eu só páro de gritar quando me provarem o contrário. E tenho dito!

Da série: Pérolas da Mini

Mini e eu chegando no prédio, nos deparamos com a porta da portaria (olha que pleonasmo lindo) fechada e a guarita vazia, Mini berra:

Mini: GÔ DE CAAAASA.

Depois de 7 segundos eu entendo: Minha filha é Ô de casa e não gô de casa...hahahahahahahah

Beijos e Lambidas



Baratinado pela BaRaTiNha em: 1:19 AM




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Layout por: Carol Cruz