Bom, quarta-feira fui assistir com Mini o filme As Crônicas de Nárnia. Seria cômico se não fosse trágico. Esqueci completamente que nas quartas-feiras o preço do ingresso reduz pela metade, aí já viu...passei horas em uma fila quilométrica com uma criança que não parava de falar sequer um minuto (no caso Mini, lógico), ao chegar ao guichê puxei meu mega-visa-electron e fui informada que lá eles só aceitavam Rede-Shop....além de serem 13:40 eu ter ido para a sessão das 14:00, descobrir que esta era legendada e que a sessão dublada das 14:50 já estava lotada, ou seja, eu só pegaria a sessão das 15:40....em suma, eu, além de ter que aturar aquela fila pela segunda vez (depois que sacasse o dinheiro no caixa) ainda teria que ficar com uma criança DENTRO DE UM SHOPPING por mais uma hora e 40...lembrando de Hardy a hiena, ó vida, ó céus, ó azar!
Primeiro uma passada naquela lanchonete que você encontra até no Japão, tudo porque Mini não queria o lanche, e sim o brinde do McCaro Infeliz que era justamente o bonequinho de um dos personagens mais um cenário do filme. Eu nem posso reclamar, porque, como que por um milagre, acho que pela primeira vez ela comeu o cheeseburguer intero, a batata toda e ainda tomou METADE do guaraná....estamos evoluindo. Passada no banco, saca dinheiro, corre...para o guichê....por um momento de lucidez (ou não) decidi ignorar a possibilidade de ser linchada (que eu não sei se é com ch ou com x) pelas pessoas da fila, passei no mesmo guichê que tinha passado antes e perguntei se eu teria que entrar na fila novamente, e a moça me atendeu prontamente....bom, eram 15:00 e a fila para ENTRAR no filme que começaria só dali há 40 minutos já dava voltas pelo cinema inteiro....resultado: teríamos que aguentar mais 40 minutos em pé para poder ter o vislumbre de sentar em algum lugar que prestasse.
A entrada foi até legal, entrei com Mini, achei um lugar legal, sentamos, um casal de adultos, uma cadeira vazia, eu e Mini, outra cadeira vazia, um casal de teens. "Filha, vou comprar a pipocara, você fique aí e não fale com seu ninguém." Fui assaltada pelo cara do caixa (R$ 10,40 em uma pipoca e uma coca jumbo ninguém merece, com esse dinheiro eu compro saquinhos de milho e faço pipoca por seis meses), voltei, e por um milagre, Mini ainda estava lá sentadinha e comportada. Começa a passar o filme, uma horda de adolescentes mal educados não calava a boca e ainda soltava gritinhos...Mini irritadíssima "Mainha, assim eu não consigo ouvir nada!" e eu com ares de louca. Havia uma tropa de pirralhos acompanhados por uma única mulher que haviam deixado a Senhora Educação em casa, se é que algum dia tiveram....palavrões, berros, todo mundo em silêncio e um dos pirras soltava um cala a boca bem alto e era vaiado pelo cinema inteiro...e lá pelas tantas, o casal de adultos começou a se pegar ao meu lado.....mas não era pegaçãozinha não...era PEGAÇÃO.....com direito a respiração ofegante e afins, e eu morta de medo de Mini, que de discreta não tem nada, ouvir e soltar algo do gênero: "Mainha, tem alguém passando mal aí do lado é?"...o que felizmente não aconteceu....mas que a situação foi constrangedora ah isso foi. Não consigo entender como um casal paga R$ 10,00 para ficar se pegando num filme onde a maior parte da platéia é infantil, mas vá lá cada ninfo com sua tara.
Na saída um dos pirralhos da tropa que se localizava na fileira na minha frente resolveu que era bonito pegar o saco de pipoca dele CHEIO e rodar como se tivesse com uma camisa na mão na final de um campeonato, resultado: cheguei em casa tinha pipoca até dentro do meu sutiã e Mini ficou com várias coladas no cabelo. Nessas horas é que vejo que realmente soube educar a pequenina...graças.
O filme tem efeitos visuais primorosos mas um roteiro lento e atores crus.....Mini adorou....acho que é isso que importa né? Pelo menos me livrei de Xuxinha Contra os Monstros do Espaço....hahahah
Bom...o ano já está indo embora.....não tenho o que reclamar deste que passa, tenho uma filha que passou por média e agora vai fazer parte da turminha da segunda série, o homem que eu amo e que (viva!) me ama também ao meu lado, uma família que vá lá, tem seus defeitos mas que exala carinho e amor, continuo empregada e agora vou ser UNIVERSITÁRIA...sim, inventei de fazer vestibular na Católica e passei o que me fará vários dinheiros mais pobres nos próximos 3 anos...vou finalmente concluir meu curso de letras que tive que parar tantas vezes pois estudava na Federal e trabalhava ao mesmo tempo....mas...agora vai, então posso concluir que fui feliz, vivi situações ótimas, tenho amigos queridos e se matem de inveja os invejosos que eu tô bem protegida de olho gordo do lado de cá, para os que me querem bem, votos de muita felicidade neste novo ano que se inicia e todo aquele blá blá blá tradicional....e semana que vem eu volto, que o ano, como faço com minhas roupas novas, .tenho que estrear logo que se eu morrer ninguém usa sem eu ter usado antes...hahahahahaha
Beijos e Lambidas
Baratinado pela BaRaTiNha em: 12:21 AM
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Sexta-feira, Dezembro 23, 2005
Papai Noel dos Tempos Modernos
Bom, a Globo Nordeste passou um mês avisando que Papai Noel iria estar no Quartel do Derby no dia 19, e que iria haver uma grande festa com ápice no "acendimento" das luzes da mega árvore de Natal do tamanho do Pé Grande. Eu, óbviamente, ignorei este fato só não contava que Mini NÃO ignoraria. Dia 15 ela já tinha espalhado para todos e colocado em vários outdoors em pontos estratégicos da cidade de que ela iria, finalmente, ver Papai Noel, só faltou anúncio na rádio e o depoimento dela durante a "bendita" propaganda da Globo de que ela não perderia a festa por nada neste mundo, oras, afinal de contas era o PAPAI NOEL! Eu tinha a escolha de não ir? Lógico que não, então comecei a me preparar psicologicamente para sair no tapa com mais um milhão de pessoas que estariam no mesmo lugar e na mesma hora vendo o Papai Noel.
O fato é que o grande dia chegou, e lá fui eu catar meu tênis velho porque ficar em um campo de futebol de salto ninguém merece. Ela estava radiante, se arrumou toda para ver o bom velhinho, e providenciou um presente para ser doado para uma criança pobre. Andamos as quadras que nos separam de tal lugar e dei de cara com uma multidão de crianças e pais como há muito tempo não via (nem na ida ao cinema). Meu Zeus....só sendo mãe para passar por isso. Para completar o meu digníssimo não pode estar presente (disse estar muito infeliz por isso - sei) pois estava trabalhando em pleno domingo à tarde.
Eu não vou mencionar que passei pelo menos 20 minutos do show do Palhaço Chocolate fazendo o trabalho que seria do Namorido caso ele estivesse lá, ou seja, com Mini muito confortavelmente sentada em meus ombros se balançando conforme a música (quem mandou eles colocarem umas 3 músicas do Xuxa Só Para Baixinhos, quase que fico sem os ombros e sem a terça parte de meus cabelos), depois enfrentei bravamente a multidão que se dirigia ao campo de futebol para ver Papai Noel chegar, meia hora depois eis que chega o Bom Velhinho de HELICÓPTERO, sim pessoas, Papai Noel hoje em dia dispensa Rudolph e suas amigas, os guisos e o trenó para chegar confortavelmente sentado em um helicóptero, quem diria......se fosse no meu tempo já parava de acreditar na entidade ali mesmo. Agora, não posso negar que a chegada dele foi emocionante, apesar de eu estar novamente com Mini sentada nos meus ombros, abanando a mão dela como se a entidade natalina soubesse que ela estava ali, enfiando o dedo da outra mão no meu olho, meu suor escorrendo como um rio pelas têmporas, consegui ver a emoção dos pequeninos ao ver a figura rechonchuda vestida com um pseudo uniforme do Náutico para regiões estúpidamente geladas descer daquele ser voador (no qual eu nunca entraria, nem vestida de Papai Noel). Mini ficou felicíssima.
Ainda ajeitei com minha mãe dela tirar a cartinha que Mini escreveu e colocou na árvore fosse tirada enquanto estávamos fora, e ela JUROU que o Bom Velhinho tinha dado uma paradinha no nosso apartamento para pegar a cartinha. Tudo bem que depois tudo foi quase por água abaixo quando ela descobriu um envelope no bolso da minha calça jeans, mas dei piti, fiz cara feia, e ela acreditou que não era a cartinha dela que estava ali escondida. O que tinha escrito na cartinha??? Papai Noel, neste Natal eu quero uma Barbie Veterinária. Enfrentei uma multidão nas Lojas Americanas para fazer o papel que o homem do helicóptero realmente não faz, susto, a tal Barbie Veterinária custa R$ 69,90! Pois é caros colegas, o que uma graduação não faz......hahahahah
E amanhã é Natal, gravei um cd de canções natalinas em inglês (as clássicas) para ver se fujo do cd da Simone e o do Ivan Lins da minha mãe, espero qeu funcione. Um ótimo Natal para todos vocês e que este seja cheio de surpresas.
Beijos e Lambidas com gosto de peru de Natal.
Baratinado pela BaRaTiNha em: 9:24 PM
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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
There's No Place Like Home
Digníssimo Homem dos Olhos Cor de Gasolina me colocou contra a parede (que zégzy) e disse que eu teria que ir para João Pessoa com ele quando ele fosse fazer uma prova de um concurso. Primeiro problema: 27 mil inscritos em um concurso situado em uma cidade que não comporta tanta gente, achar hotel foi algo bem parecido com tiroteiro no escuro, você atirava para todos os lados para ouvir nãos e pensar como seria legal passar um fim de semana sem teto, dormindo na praia e sem banho. Mas Zeus ouviu minhas preces e alguém desistiu de uma reserva em um hotel que tinha um preço que cabia em nosso bolso e já estávamos devidamente empossados de um quarto, e já pensando na lua de mel, claro.
Sábado de manhã, segundo problema, não chorar com Mini quando ela fez aquela cara de passarinho que caiu do ninho me pedindo "Mainha, fica vai". Mas no fundo no fundo, bem lá no fundo, eu acho qeu ela entendeu e finalmente largou minha mão, metade abusada e metade comprada pela chantagem do meu irmão que disse que a levaria ao teatro. Porque chantagem é algo que realmente funciona com crianças.
Corre para a rodoviária, pega um ônibus, uma hora e meia depois estávamos em João Pessoa, problema 3: conseguir um taxista que extorquisse menos de 25 reais na viagem rodoviária-hotel. Eu entendo que estamos em dezembro e eles cobram bandeira 2, mas roubo eu não aceito nem com muito espírito natalino.
O hotel era uma maravilha, beira mar e tirei minha primeira lição: Conseguimos a reserva por 80 reais a diária num hotel 4 estrelas, achei que o preço era baixo porque era coisa de cidade pequena, chegamos lá e no balcão vimos que o quarto que reservamos custava 146 reais. SUSTO, mas era isso mesmo, os hotéis dão descontos consideráveis se você fizer a reserva pela internet. Lição aprendida e passada para vocês para fazerem o mesmo.
Perguntamos onde ficava o banco: "Olha, para ir ao banco vocês têm que pegar um táxi, porque é perto mas não dá para ir a pé."...Puxa, momento extorsão 2 e outra lição aprendida: os taxistas em João Pessoa te roubam na cara dura e ainda te chamando de otário. Resolvemos ir ao shopping, pois qual é o shopping que não tem banco né? Isso mesmo: o de João Pessoa não tem Bradesco. Sabendo que o shopping se situa na avenida principal, resolvemos descer a avenida para achar o banco. Lição 2: João Pessoa é um lugar para usar chinelo, salto nem pensar, calçada lá é para servir de estacionamento, todas são íngremes, eu com meu dom natural de levar quedas AMEI a novidade e trupiquei tanto que o Wagner Montes ia achar que não anda mancando...affe.
A volta: Resolvemos voltar para o hotel de ônibus porque já estávamos cansados de ser roubados pelos taxistas e cobrador não tem como mentir um sinal com preço que está logo atrás da cabeça dele. Lembra que o lugar era perto mas não dava para ir andando? Era perto mesmo, mas para voltar ao hotel só pegando dois ônibus. Lição 3: Se for andar de ônibus em João Pessoa separe um tempo, porque daqui para ali são dois ônibus sempre.
Pegamos o primeiro ônibus, descemos, tivemos que cruzar uma transversal, atravessar uma avenida (em preciso dizer que estávamos completamente perdidos) e quando nos apróximávamos da parada tinha um doido sentado em uma escada resmungando como qualquer doido resmunga. Só que a anta aqui, num ataque supremo de leseira, esqueceu do doido e foi ler uma placa que estava logo do lado dele, para isso tive que virar a cabeça para ler, lógico que isso foi seguido de um pito do digníssimo: "Minha filha, você tá doida? O homem dá um grito e você vai olhar?!"..."Não amor, eu tava tentando ler a placa.."...."Não faça mais isso porque aqui nem tem uma cabine telefônica para eu ir colocar meu uniforme azul e ir te salvar"...dei uma olhada com desdém..."Amor, eu sempre soube que esse seu cabelo era um disfarce"...porque mesmo perdidos ainda somos espirituosos.
Domingo de manhã, tomar o café da manhã, pegar uma prainha, namorido dar um beijo e seguir para a prova....10 minutos depois toca meu celular: "Nêga, acredita que aqui nem o cobrador sabe para o ônibus vai???"...Lição 4: O pessoal de João Pessoa não é muito bom em dar direções.
Resolvi descer para um quiosque que ficava no calçadão bem em frente ao hotel para sentar e comer alguma coisa, tomeir um tal de ensopadinho, que seria o caldinho daqui só que feito com leite de côco...muito gostoso por sinal. Mas me senti incomodando a garçonete e subi para o hotel de novo. Lição 5: Se você se incomoda com atendimento nem vá, porque eles não fazem a menor questão em manter o cliente. Mas uma coisa é certa, a comida é baratíssima e Skol por 1,99 nem em Recife, aliás, nem nas lojas de R$1,99 você encontra coisas à esse preço hoje em dia.
Namorido chega e vamos à um rodízio de pizza, muito gostoso, fomos espetacularmente bem atendidos, comemos que nem duas vacas leiteiras no cio e voltamos para ruminar no quarto. Descobri depois que é o pior rodízio de pizzas da cidade, se o pior era bom o melhor deve ser um "ixpetáculo". No dia seguinte, foi juntar as coisas e voltar para casa.
Chego em casa e uma coisa pula em mim, por 3 segundos pensei se tínhamos comprado um cachorro, mas era Mini mesmo com o jeito peculiar dela de matar saudades..primeiro ela pula no seu pescoço, quando você fica atordoada e quase morre asfixiada, ela solta, você puxa o ar e vêm a pergunta: "E aí mainha, trouxe o que para mim?" .. O difícil foi explicar que eu trouxe uma camiseta escrito João Pessoa na frente linda e cor de rosa que eu, por sinal, tinha esquecido no ônibus...hahahaahahah
Se foi ruim? Não, foi ótimo, a cidade é linda, a praia uma delícia, descansei um bocado, dormi mais ainda, usei chinelo e roupinhas light, não deixou de ser uma semi lua de mel, passeamos de mãos dadas na orla, muitos beijos, carinhos, planos, conversas a sós, o difícil vai ser me reacostumar a dormir longe de namorido de novo, vão ser longos dias dormindo tarde sem tê-lo por perto, mas nada que vá me matar, ou não (como diria Caetano).